O mapa da cultura

Esse livro é um clássico e é sucesso desde que foi lançado, há 10 anos. Estava esperando a vez dele na minha pilha e eis que chegou a hora do “The culture map: decoding how people think, lead and get things done across cultures” (tradução livre: “O mapa da cultura: como as pessoas pensam, lideram e fazem coisas em diferentes culturas“), de Erin Meyer.

O livro merece realmente toda a fama que tem porque, além de bem escrito, é muito útil, principalmente para pessoas que trabalham com profissionais de outras nacionalidades ou fazem negócios internacionais.

Erin nasceu e cresceu nos Estados Unidos, mas hoje mora na França, onde é pesquisadora e professora do INSEAD, uma das escolas de negócios mais prestigiadas no mundo. O trabalho dela é preparar executivos internacionais para morar, trabalhar e negociar em outros ambientes culturais.

No início, achei que fosse algo parecido com o excelente “O código cultural”, de Clotaire Rapaille (resenha nesse link), mas a abordagem é totalmente diferente (mas igualmente interessantíssima).

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Oração para desaparecer

Mais uma obra que chega às minhas mãos graças à Valéria Bernardelli Jansen, do Clube do Livro de Münster. Dessa vez é “Oração para desaparecer”, de Socorro Acioli.

Eu tinha gostado muito do seu livro anterior “A cabeça do Santo” (resenha aqui) e, quando soube que a autora tinha lançado mais um romance, pedi para a Valéria.

A Socorro é professora universitária e tem uma cultura sobre os costumes e lendas do Brasil vasta e aprofundada; ela usa esses elementos como ninguém em suas histórias.

Para mim, que não sou religiosa ou mística, “Oração para desaparecer” é uma fábula belíssima — mas tem potencial para que pessoas mais espirituais que eu tenham uma leitura com mais camadas e significados. 

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De volta a Dresden

Minha primeira visita a essa cidade linda foi em 2012 (veja o relato aqui), numa viagem com a escola com mais 20 pessoas (eu ODEIO excursão com todas as minhas forças…rs). Fiquei decepcionada porque não consegui ver quase nada (complicado andar em bando)e prometi a mim mesma que iria voltar.

De fato, voltei sozinha e com mais tempo em 2020 (só me esqueci de publicar as fotos aqui no blog.

Mas foi muito, mas muito bacana! É que lembro que um dos primeiros posts do meu blog, em meados de 2007 (faz temmmmpo…), publiquei uma foto de uma instalação de canos que “cantava” com a água da chuva. De vez em quando alguém publica de novo e a notícia vai e volta. Naquela época, a Alemanha para mim era um lugar tão distante que nem registrei mentalmente que a obra ficava em Dresden, a 190 km de Berlim.

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Missioni

Olha, preciso falar a verdade: eu detesto livro de guerra. Eu já li muitos e sofro demais. Quando eu leio, é como se eu me teletransportasse para o lugar e a situação, e guerra é uma das coisas que me deixa mais indignada, nervosa e revoltada no mundo. Eu li esses dias uma frase que é bem verdade (não tinha o autor, infelizmente): ler é uma coisa muito louca, pois você simplesmente alucina sob o efeito de uma folha de papel impressa. O livro é uma droga poderosíssima. E é isso mesmo.

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Mundo sem amanhã

Achei esse livro num mercadinho de livros usados e adorei; preciso ler mais coisas desse autor!

Welt Ohne Morgen” (tradução livre: “Mundo sem amanhã”), de Tom Roth (um dos pseudônimos de Tibor Rode) é um thriller desses de deixar a gente grudada no livro até terminar. Com capítulos curtos e cheios de suspense, já dá para imaginar um filme.

O autor trabalha como jornalista, Especialista em TV, dá aulas na universidade e hoje atua também como advogado e tabelião. Ele estudou mudanças climáticas e certificação de CO2.

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Mais sentidos fariam sentido?

Acontece um mundo de coisas à nossa volta que a gente não percebe porque não tem sensores para isso: ondas eletromagnéticas, sinais de comunicação, campos elétricos, luz infravermelha, ondas de ar, etc

Praticamente um universo paralelo que a gente ignora porque simplesmente não consegue perceber…

Gostou e quer guardar o arquivo inteiro? É só baixar o pdf clicando aqui.

Link para o vídeo do David Eagleman aqui.

Gente normal

Normal People, de Sally Rooney, ganhou vários prêmios e até virou série na BBC; então, quando vi um exemplar para vender num marcado de pulgas, não tive dúvida. 

Inclusive confesso que comecei a lê-lo há uns dois anos e larguei nas primeiras páginas porque pensei: “Ah, não, romance adolescente… tô fora!”. Mas há algumas semanas resolvi dar outra chance a ele e, olha, não me arrependo.

A autora é uma mestra em descrever relações sentimentais complicadas (acho essa tarefa uma das mais difíceis na escrita — traduzir sentimentos).

A história começa com Connell indo pegar sua mãe Lorraine, que é diarista, na enorme casa onde mora Marianne e sua família. Eles são adolescentes moram numa pequena cidade no interior da Irlanda e estudam na mesma escola.

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Não enrole

Olha, preciso começar revelando uma coisa que carrego comigo desde que comecei a escrever e publicar resenhas no meu blog e no podcast Minha Estante Colorida: eu evito ao máximo, mas ao máximo mesmo, resenhar livros de pessoas conhecidas ou amigas. 

É que eu só me sinto totalmente à vontade de falar sobre um livro, emitir a minha opinião, minhas críticas e observações se eu não tiver nenhuma relação afetiva com a pessoa — é que se o autor não me conhecer, nem souber que eu existo, não vai criar expectativas. É claro que não saio jogando pedras em desconhecidos (vai que um dia a gente se encontre…rs). Mas sabe aquele nervoso que dá “e seu eu não gostar de alguma coisa?”. Ou se eu gostar, mas não tiver mais que um parágrafo para falar a respeito?

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Tempos estranhos

Achei  “The Stranger Times”, de C.K. McDonnell, num sebo da Oxfam, uma ONG de combate à pobreza e à desigualdade, que tem brechós ótimos. Escolhi porque gostei da apresentação (não vou mentir) e a chamada da quarta capa.

Pesquisando depois, vi que o autor, um irlandês que agora mora em Manchester, é um ex comediante e premiado roteirista de TV, e tem vários romances publicados. “The Stranger Times”, inclusive, é o primeiro volume de uma trilogia.

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