Cerveja é coisa de mulher

Amanda Reitenbach, durante a cerimônia de premiação do Concurso Brasileiro da Cerveja, primeira e única competição mundial sob a liderança de mulheres. Crédito: Daniel Zimmermann

Acredito que o mundo só terá futuro se as mulheres se apoiarem mutuamente e formarem uma grande rede de suporte mútuo onde todas se sintam seguras e confiantes para seguir o que decidirem para suas vidas.

A Amanda Reitenbach é uma dessas poderosas que ousou entrar num campo tradicionalmente dominado por homens (basta lembrar que as cervejarias, pelo menos quando eu morava no Brasil, desconsideravam completamente as mulheres como consumidoras ao colocar sempre modelos sexies usando biquínis minúsculos em suas campanhas publicitárias; tomara que tenha mudado) .

Pois bem, a Amanda está fazendo história e penso que merece demais ser conhecida e apoiada. Se eu fosse você, continuava a ler o post abaixo com uma entrevista com essa linda que, tenho certeza, você também vai passar a admirar. De quebra, ainda vai aprender um monte de coisas interessantes sobre essa bebida tão antiga!

Continue reading “Cerveja é coisa de mulher”

O cérebro e a internet

Conectado pelas ideias: como o cérebro está moldando o futuro da internet”, do neurocientista Jeffrey Stibel, tem uma premissa muito interessante; a ideia central do livro é que a internet, da maneira como foi construída e está evoluindo, tem uma semelhança muito próxima ao cérebro humano. Ambos têm o processamento distribuído, conectam suas partes através de sinais elétricos e são orientados a padrões. É como se os vários computadores conectados na rede fossem neurônios unidos em um grande cabeção.

Continue reading “O cérebro e a internet”

Ponto de vista

Tudo é uma questão de ponto de vista

Esse dias, quando estava vindo para Belém, teve muita turbulência, daquelas fortes de verdade. Mas para a minha sorte e a de todos os outros passageiros, havia dois menininhos fofos a bordo.

Pois quando as sacudidas começaram, eles ficaram tão felizes que gritavam de alegria. Pareciam que estavam num tobogã! As vozes, empolgadíssimas, iam narrando os altos e baixos.

Olha, quase fiquei com pena quando veio a calmaria, pois o negócio estava realmente divertido. Não tenho medo de turbulências, pois sei que os aviões caem por diversos motivos, mas muito raramente por esse. Mas também sei que tinha gente bem preocupada e que até relaxou com a brincadeira.

Coisa boa enxergar as coisas de um outro ponto de vista. É como eu digo sempre nas palestras: às vezes a gente não consegue mudar os fatos. Mas a nossa percepção a gente sempre pode.

Sprint

Apesar de ter apenas três anos de idade, dá para dizer que “Sprint: How to Solve Big Problems and Test New Ideas in Just Five Days (Tradução livre: “Sprint — como resolver grandes problemas e testar novas ideias em apenas cinco dias“), de Jake Knapp, já nasceu sendo um clássico.

O autor, Jake, é um designer obcecado por organização e produtividade. Quando começou a trabalhar na Google, em 2007, viu a oportunidade de colocar todas as suas “manias” em prática para otimizar o trabalho das equipes. Depois de muitos experimentos práticos e refinamentos, ele desenvolveu uma técnica para resolver problemas e testar novas ideias em apenas cinco dias. E parece que tem funcionado bastante, principalmente para startups. Tanto é que, junto com os consultores Braden Kowitz e John Zeratsky, fundou a Google Ventures, que ajuda as empresas a testarem ideias. Até a publicação do livro, em 2016, o time já tinha realizado mais de 100 workshops.

Mas vamos ver como é que a coisa funciona. 

Continue reading “Sprint”

A psicologia da viagem no tempo

Fui atrás desse livro porque li elogios de várias pessoas em todas as redes sociais que participo. Mas acho que se esbarrasse com ele por acaso, teria comprado mesmo assim. “The Psychology of time travel” (tradução livre: “A psicologia da viagem no tempo”), de Kate Mascarenhas, é o tipo de título que me fisga.

A história é muito diferente de tudo que li até hoje sob vários aspectos; mas confesso que fiquei bem irritada no começo (eu e meus infinitos preconceitos…rs). Por sorte, confiei nas recomendações e teimei em continuar.

Continue reading “A psicologia da viagem no tempo”

Trabalho de equipe

Que delícia poder fazer equipe com gente brilhante, competente e, além de tudo, querida! A ilustração feita sob encomenda para a Berlin School of Creative Leadership foi uma dessas experiências gratificantes!

A ideia era que os formandos levassem para casa uma lembrança do curso, mas com a cara de Berlim. Para isso, usei recortes digitais de fotos dos restos de grafite do trecho do muro de Berlim que ainda resta no Mauerpark, tanto no fundo como no destaque.

Continue reading “Trabalho de equipe”

Terra do nunca

Existem pessoas muito criativas, existem aquelas totalmente loucas das ideias e existe o Neil Gaiman. Gente, de onde esse sujeito tira tanta ideia?

Niemalsland (tradução livre: “Terra do Nunca“) é o primeiro romance do autor, escrito a partir de uma série que ele escreveu para a TV (que nunca assisti e nem tinha ouvido falar).

Junto com Harumi Murakami, penso que é uma das mentes mais criativas da literatura contemporânea. Escritores de ficção, de maneira geral, costumam ser bastante criativos; mas boa parte pega uma lenda ou universo que já foi pensado (tipo Harry Potter, que explora o mundo da magia) e desenvolve. Acontece também com alguns escritores de ficção científica, que partem de uma ideia já iniciada (tipo marcianos ou seres extra-terrestres) e expandem, mas dentro de princípios já mais ou menos estabelecidos.

Continue reading “Terra do nunca”

Utopia vermelha

Ficção científica é um tema que me atrai, mas o contexto em que “Der Rote Planet” (Tradução livre: “O planeta vermelho”), de A. Bogdanow, foi escrito, torna a leitura mais atrativa. O livro foi publicado pela primeira vez na Rússia,  em 1908, sob pseudônimo. O autor, Alexander Malinowski, era um médico, revolucionário e filósofo. Ele acreditava que se podia recuperar a juventude fazendo transfusões de sangue (criou o primeiro instituto para essas pesquisas). Ironicamente, morreu após receber sangue contaminado com malária e tuberculose.

O exemplar que encontrei num sebo foi publicado em 1986, na antiga Alemanha Oriental, como parte de uma coleção recomendada para jovens.

Continue reading “Utopia vermelha”

O cérebro idiota

Vou ser sincera; já li muitos livros sobre neurociência, pois o tema me interessa bastante. Mas esse foi o mais divertido e didático de todos! O autor é debochado e usa umas metáforas ótimas para explicar porque a gente faz tanta bobagem na vida.

Dean Burnett é um neurocientista britânico com um senso de humor incomum (britânico? Rsrsrsr…) que nos presenteia com o excelente “The idiot Brain: a neuroscientist explains what your head is really up to” (tradução livre: “O cérebro idiota: um neurocientista explica o que sua cabeça realmente está fazendo”). 

A ideia é mostrar como o cérebro regula o corpo e, não raro, provoca a maior bagunça dando instruções erradas e fazendo a gente trancar o dedo na gaveta, por exemplo.

Continue reading “O cérebro idiota”

Inovação na academia

Não vou enganar ninguém: odeio academia de ginástica! Adoro dançar, caminhar, fazer yôga, enfim, me mexer. Mas ficar fazendo movimentos repetidos sem sentido; detesto!

Só que por conta de uma osteopenia que tive (princípio de osteoporose) tenho que fortalecer os músculosdas costas. Infelizmente, o único jeito (além do boxe) é musculação mesmo.

No Brasil eu frequentava a Curves, só para mulheres, e gostava bastante. É um circuito de meia hora com aparelhos e estações de descanso entre eles. Um minuto praticando no aparelho e um minuto fazendo outra atividade nas plataformas de descanso.

Continue reading “Inovação na academia”