Por que preciso ter 100 ideias?

A Teoria da Evolução de Darwin nos ensina que a natureza faz variações aleatórias sobre um tema (ou, no caso, ser vivo) e, conforme o desempenho de cada variação, ela sobrevive ou não.

Não dá saber de antemão qual será a mais bem sucedida; é preciso tempo para que a evolução seletiva aconteça.

Com a inovação, é a mesma coisa.

Só é possível saber que algo é inovador depois do fato consumado.

Continue reading “Por que preciso ter 100 ideias?”

Más intenções

Adoro histórias policiais; se elas se passam no Japão, então, já ganharam meu coração!

“Böse Absichten” (tradução livre: “Más intenções”), de Keigo Higashino, é surpreendente em vários aspectos.

Conta a história de dois amigos escritores quando um deles é assassinado. No meio do livro já sabemos quem é o assassino (ele, inclusive, confessa).

A questão é que o comissário que investiga o caso (e que foi colega de escola do assassino) não está muito bem convencido do motivo do crime e continua investigando, mesmo depois de tudo aparentemente resolvido.

Olha, não é tão surpreendente assim o motivo; gostei mais pela estrutura original da trama e pelo carisma dos personagens.

Acabei descobrindo que já li outro livro do autor e gostei muito: “Verdächtige Geliebte”. Pelo que pesquisei, ele ainda não foi traduzido para o português, mas tem bastante coisa em inglês na Amazon brasileira.

Se você achar por aí, vale a pena.

chineses superpoderosos

Olha, em termos gerais, posso dizer que esse foi um dos melhores livros que li esse ano de não-ficção. AI Superpowers: China, Silicon valey and the new world order, de Kai-Fu Lee, é daquelas obras que faz a gente entender e repensar muitas coisas, além de propiciar uma visão mais ampla das diferenças culturais.

Continue reading “chineses superpoderosos”

Sem uma palavra

Eu não conhecia Linwood Barclay; depois de ler “Ohne ein wort” (tradução livre: “sem uma palavra“), vou procurar outras obras dele.

O thriller conta a história de uma menina de 14 anos rebelde que foi pega em flagrante pelo pai no carro do namorado problemático. Levada para casa emburrada, levou uma bronca e foi para seu quarto, não sem antes reclamar aos berros que queria que todos morressem.

No dia seguinte, quando acordou para ir à escola, a casa estava completamente vazia. Seus pais e seu irmão mais velho desapareceram como que por encanto, sem deixar pistas; nem ao menos um bilhete ou recado. Simplesmente sumiram.

Continue reading “Sem uma palavra”

O mundo ameaçado pela GAFA

O primeiro emprego do jornalista Franklin Foer foi como editor de uma revista digital feminina chamada Underwire (gostei do nome…rs)*, outra sobre automobilismo e alguns sites dedicados à vida urbana; todos pertencentes à Microsoft. Sim, a empresa gerava conteúdo em vez de compartilhar o que os outros criavam. Como todo início, foi confuso. Não se sabia com que frequência deviam atualizar as publicações; os leitores davam palpites em tudo, o tempo todo e os jornalistas não sabiam como lidar.

Em “World without mind: the existencial threat of big tech” (algo como ‘Mundo sem mente: a ameaça existencial das grandes empresas de tecnologia’) fala sobre como as grandes corporações estão crescendo em um mundo sem limites, em que os monopólios tecnológicos aspiram moldar a humanidade em um formato que eles imaginam ser o ideal. Essas empresas, também conhecidas por GAFA (Google, Apple, Facebook e Amazon) acreditam que são fundamentalmente organismos sociais, uma espécie de existência coletiva. 

Continue reading “O mundo ameaçado pela GAFA”

Quem são os fluxers?

Não adianta. Por mais que a gente tente acompanhar, impossível saber tudo o que está rolando. A solução? Seguir as pessoas certas nas redes sociais.

Pois graças a um post no Instagram da engenheira e especialista em neuromarketing Erica Ariano (@cacauariano) fiquei sabendo essa semana de um conceito que já existe desde 2012.

Foi quando Robert Safian, editor da revista Fast Company, publicou o artigo: “This Is Generation Flux: Meet The Pioneers Of The New (And Chaotic) Frontier Of Business“.

O artigo traz uma ideia realmente nova: a da Geração Flux.

Continue reading “Quem são os fluxers?”

As regras do cérebro

John Medina é um cientista especializado em biologia molecular e fundador de dois institutos de pesquisa do cérebro.  Ele estudou realmente a fundo o tema e criou as Brain Rules (Regras do Cérebro) para que a gente possa aproveitar o máximo possível desse equipamento sofisticadíssimo que carregamos conosco.

Continue reading “As regras do cérebro”

Origem

Podem me julgar, mas adoro o Dan Brown. Sei que ele é um fabricante em série de thrillers, mas o considero dos mais competentes. Depois de ler meia dúzia de livros dele, já dá para reconhecer a fórmula e não ter muitas surpresas no final (ok, dessa vez tive uma surpresinha que não muda a história, mas achei ousada e ótima). 

Continue reading “Origem”

Gestão do tempo não é solução

Gestão do tempo não é solução, mas parte do problema.

Ué, mas como assim?

Você também se assustou com o título? Mas lendo o artigo “Productivity Isn’t About Time Management. It’s About Attention Management”, do sempre ótimo Adam Grant no The New York Times, você vai ver que faz muito sentido.

Vou tentar fazer um resumo aqui com as principais ideias.

Continue reading “Gestão do tempo não é solução”

O código da cultura

Para montar um time excepcional e fazer coisas realmente incríveis, você precisa de pessoas inteligentes, estudadas, experientes, criativas e também de um líder carismático, concorda? Eis aí o time dos sonhos. Para qualquer tarefa que seja, a equipe vai arrasar! 

Ou não? 

Na verdade, Daniel Coyle, no livro The Culture Code, diz que isso não garante nada. Aliás, cultura vem do latim cultus, que significa cuidado. E isso faz muita diferença, como vamos ver.

Estudos mostraram que você pode montar vários times dos sonhos, com executivos, MBAs, enfim, gente reconhecidamente competente, e eles vão perder para um time de jardim de infância em tarefas colaborativas como o desafio do mashmallow

Continue reading “O código da cultura”